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sábado, outubro 23, 2010

Retificando e ratificando a reflexão da aula do dia 14/10.

Venho por meio desta retificar ou ratificar alguns itens colocados na reflexão sobre a aula ministrada no dia 14 de out de 2010, em que eu, Priscila, e meu grupo, na qual um dos membros estava ausente na referida data, elaboramos aquele tão contraditório documento.
Primeiramente, eu, Priscila, venho observando a turma e tenho ouvido comentários que não me apraz nem um pouco, porém, não vou colocar ninguém “na roda” como comigo fizeram. Creio que dentre nós há apenas educadores, e sendo assim, estamos todos “no mesmo barco” aprendendo e ensinando a cada dia.

Secundariamente, irei enumerar minhas observações e, desta vez, contarei apenas com minhas opiniões dos fatos observados. Não me agrada o fato de “ouvir falar” ou fala-se ou cala-se. Agrada-me imensamente o fato de a senhora, especificamente, não apenas aceitar como pedir a nossa opinião sobre seu trabalho a cada aula, e de diversos pontos de vista, o que, para mim, já demonstra que está disposta a aprender conosco como estamos para aprender com a senhora, pois aqui nesta vida somos todos aprendizes e quem acha que não já está morto mesmo que em vida, já dizia Platão na filosofia socrática que só sabemos que nada sabemos.

“Em suma, a comunicação aberta não contém provocações, ameaças ou insultos. E tampouco dá lugar às inúmeras formas de defensividade _ desculpas, negação de responsabilidade, contra ataque com uma crítica e coisas assim”. (GOLEMAN p. 165)


Acredito que não pesei muitas coisas que escrevi e percebo que faltou feedback por ruídos na comunicação, pelo pesar instantâneo que causou aos leitores. Vejamos então como posso corrigir este erro.
                                                                                      
“(...) o feedback consiste no intercâmbio de informações sobre o funcionamento de parte de um sistema, já que uma parte interage com as demais, de tal modo que, quando uma delas entra em desarmonia com o todo, deva ser reajustada”. (GOLEMAN p. 170)


Elencarei, portanto, os fatos e observações. Inicialmente foi feita uma reflexão exclusivamente do grupo em que as queixas eram a iniciação arbitrária ao mundo virtual, a impossibilidade de reunir os grupos extraclasse e a idéia de apenas um membro do grupo manter as anotações dos trabalhos realizados pelo coletivo.
Oras, aparentemente, no que me diz respeito, a inserção à informática é emergente, os grupos de trabalho em classe já são suficientes pra construir um programa de trabalho e o que por acaso ficar em falta no momento pode ser resolvido posteriormente por meio de e-mails, messenger ou telefone, em último caso, o que ainda facilita a administração do tempo que para muitos é vital, visto que ou estão trabalhando ou estão em aula e quando chegam à casa mal podem descansar porque precisam dispensar atenção ao marido e filhos, à preparação de aulas e lá se vai o tempo para estudar.
Quanto ao fato de apenas um fazer as anotações formais, não significa que ninguém está proibido de anotar, e sim, que apenas uma tarefa será entregue em nome do grupo, mas quando isso foi questionado, a resposta automática foi a clássica “a professora que mandou fazer assim.”

O grupo na qual eu sou membro ainda refletiu sobre a necessidade de explicação para facilitar a compreensão do conteúdo ministrado. Entendo também, que estamos sim tendo conteúdo, e muito, porém embora todos tenham bagagem de vida de sobra, alguns não tem vivência prático teórica das metodologias aplicadas, o que “o vento” traz como besteira e perda de tempo tem sim uma metodologia intrínseca que tem sido ignorada por falta de conhecimento específico.

“(...) diferentes tarefas podem implicar o recurso a diferentes membros da rede de trabalho. Na verdade, isso cria a oportunidade de formação de grupos temporários para uma tarefa específica, cada grupo com membros apropriados para oferecer uma ótima coleção de talentos, conhecimentos e colocação”. (GOLEMAN p. 180)

A sondagem do que o aluno já sabe para que se mergulhe no mundo dele e dali se parta tem sido realizada com êxito, visto que a senhora mesmo comentou conosco que os erros cometidos no princípio das produções escritas foram corrigidos nas subseqüentes.

O que tem se falado das aulas participativas e das de ajuda mútua não condiz com a realidade. É exatamente por meio delas que desenvolvemos dois dos pilares da educação que é o aprender a ser e o aprender a conviver, pilares esses explorados diariamente nas aulas lecionadas, inteligências essas consideradas as mais importantes, a inter e a intrapessoal.

“Sempre que as pessoas se reúnem para chegarem a um consenso, seja numa reunião de planejamento executivo ou como uma equipe de trabalhando para chegar a um produto partilhado, têm num sentido muito concreto um QI de grupo, que é a soma total dos talentos e aptidões de todos os envolvidos. A forma como realizarão a sua tarefa bem como o êxito que obterão, serão determinados pelo nível desse QI. O tipo de elemento mais importante na inteligência de grupo, revela-se, não é o QI médio no sentido acadêmico, mas sim a inteligência emocional. A chave para uma alto QI de grupo é a harmonia existente entre os membros que o compõe. É essa capacidade de harmonizar que, mantida a igualdade de condições em tudo o mais, tornará um grupo especialmente talentoso, produtivo e bem sucedido, e fará outro – com membros cujo talento e habilidade são iguais em outros aspectos – se sair mal. (GOLEMAN p. 179)


Não quero fazer uma crítica destrutiva, gostaria apenas que os métodos fossem apontados e explicados, somos os professores do futuro, nossos filhos, sobrinhos e netos serão alunos de professores formados como nós e dentre nós, temos que ter a noção de que é pra formar cidadãos que estamos aqui, e devemos fugir do antigo modelo compartimentado, enfileirado, calado e imóvel que tanto criticou Paulo Freire, ao modelo que estamos tendo.
Mas como, se não for manifestado esse desejo? Não acho que falar bem ou mal na ausência da pessoa com quem se deve tratar seja a melhor solução. Como também não se pode reclamar que não nos foi dada esta oportunidade, se as aulas estão abertas desde o primeiro dia às reflexões dos alunos, atitude essa que nunca tomamos ou vimos ser tomada, acredito eu na minha vã filosofia.


“Na verdade, uma das formas mais comuns de crítica destrutiva no local do trabalho, diz um consultor empresarial, é uma declaração generalizada do tipo “Você está (...) tudo”, feita num tom duro, sarcástico, inamistoso, que não abre espaço para um argumento ou sugestão de como fazer melhor.” (GOLEMAN p. 170)


            Se essa liberdade de expressão nos foi dada por livre e espontânea vontade, porque cercearmos o professor de saber a verdade daquilo que pensamos pra dizer que a aula é linda, os alunos são lindos e o Brasil é lindo para depois falar pelas costas? Segundo Levinson, “­A especificidade é tão importante no elogio quanto na crítica. Não vou dizer que o elogio vago não tenha nenhum efeito, mas não tem muito, e não se pode aprender com ele.” Por que fecharmos uma linha de comunicação tão importante com ruídos estúpidos?

“Um ataque ao caráter... chamar alguém de idiota ou incompetente... é erro de alvo. A gente põe logo o sujeito na defensiva, de modo que ele não fica mais receptivo ao que temos a lhe dizer para melhorar as coisas”. (GOLEMAN p. 172)

            Não venho, portanto criticar a pessoa do professor, como tenho visto, e tampouco o método utilizado, e sim a ausência de outros métodos complementares e a ausência de justificativa pra os métodos utilizados. Fico imensamente grata à professora por atender tão prontamente à reflexão feita, pois na aula seguinte acrescentou método e explicou o objetivo que alguns ainda ignoram por falta de conhecimento e não de capacidade ou de inteligência, oras, estamos aqui pra aprender e não pra condenar quem não teve ainda essa oportunidade e assim reciprocamente.


“Levinson também dá alguns conselhos para os que recebem a crítica. Um eles é vê-la como uma informação valiosa para aprimorar o seu próprio trabalho, e não como um ataque pessoal. (...) Finalmente, ele aconselha as pessoas a verem a crítica para resolver problema, e não como uma sugestão de confrontamento”. (GOLEMAN p. 173)


Gostaria de ressaltar que a pesquisa utilizada naquele foi a qualitativa que visa ao conteúdo e não à quantidade de agentes pesquisados.


GODOY (1995ª, p.62) ressalta a diversidade existente entre os trabalhos qualitativos e enumera um conjunto de características essenciais capazes de identificar uma pesquisa desse tipo, a saber:
(1)   o ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento fundamental;
(2)   o caráter descritivo;
(3)   o significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida como preocupação do investigador;
(4)   enfoque indutivo.


Neves ressalta ainda que há problemas e situações cuja análise pode ser feita sem quantificação de certos detalhes, delimitação precisa do tempo em que ocorreram, lugar, causas, procedência dos agentes, etc.; tais detalhes, embora obteníveis, seriam de pouca utilidade. Neste caso, pode-se então justificar como grupo classe a amostra utilizada de pelo menos 1 membro de cada grupo, dentre os quais quatro dos seis foram pesquisados.

Haim Ginott, psicólogo e avô dos programas de comunicação efetiva, recomendava que a melhor fórmula para uma queixa é XYZ. Por exemplo, “Quando você não me ligou para dizer que ia chegar atrasado para o nosso compromisso de jantar, eu me senti menosprezada e zangada. Eu gostaria que você me dissesse que vai se atrasar” em vez de “Você é um sacana irresponsável, só pensa em si mesmo” que é como a questão é muitas vezes colocada (...). Desta maneira, se temos ou não críticas ou elogios, devemos primeiramente fazê-los do modo formal, fundamentá-los, dar alternativas, e não jogar palavras ao vento sem objetivos apenas para deprimir ou alegrar os ouvintes. E sendo assim, encerro esta com o pedido a todos que tenham algo a acrescentar ou a retirar que o faça aqui, perante todos. Somos um grupo e devemos estar abertos para críticas e não apenas aos elogios. Prefiro uma crítica fundamentada que me torne melhor do que sou agora a um elogio sem sentido que me dê uma falsa imagem daquilo que não sou e que me lance para o alto de tal forma que, ao cair, não haja quem me ajude a levantar.
Encerro esta com uma frase dita na última aula do dia 23 de out de 2010, pela professora Rosana e com uma observação à mesma, “Eu posso ter muitos defeitos mas eu empurro vocês lá pra frente.” Não importa quanto defeitos temos, todos os temos, mas o fato de assumir qualquer um deles em público e nos dar ao direito de crescermos juntos e assim progredirmos, já se torna a maior qualidade que eu encontrei em um professor, ainda mais de um professor de professores. Sigamos pois o exemplo, só sabemos que não sabemos nada e estamos dispostos a nos desenvolver enquanto pessoa, aluno e professor para que um dia, sejamos não só a sombra de um professor mas o próprio em toda sua plenitude.



NEVES, José Luis. Pesquisa Qualitativa – Características, usos e possibilidades. Página 1, Item 1: Introdução e item 2: Características da pesquisa qualitativa. http://www.ead.fea.usp.br/cad-pesq/arquivos/c03-art06.pdf. Acesso em 23 de out de 2010, às 11h e 47 min.

Olá Priscila,
Que bagagem teórica! Parabéns! Você é uma excelente parceira de pesquisa. Adorei seu texto, bem escrito e fundamentado.
No momento, a ajuda que eu preciso do grupo é para ajudar a segurar a ansiedade e insegurança naturais iniciais para que o trabalho seja cooperativo e solidário e, com certeza,  o crescimento será partilhado.
A professora Ângela sente a mesma coisa que eu: como acalmar o grupo? Queremos que aproveitem e se deixem conduzir com confiança, apoiando-se nos seus "pares produtivos" (Vygotsky é o cara!).
As oficinas de informática nos sábados, por exemplo, são exemplos de colaboração solidária e produtiva. Ângela e eu nos sentimos muito felizes com os resultados. Tanto ela quanto eu poderíamos “exigir” sem ajudar, mas optamos por priorizar esse “socorro”. As colegas que já tinham o domínio dessa ferramenta não hesitaram em arregaçar as mangas e socorrer quem está começando agora. Todos têm que compreender que usar a informática é requisito básico.
Eu, com minhas intermináveis correções e leituras dos textos enviados, percebo claramente o desenvolvimento rápido que está ocorrendo. Tenho experiência suficiente para afirmar: ainda é muito cedo para avaliações pessimistas. Estou ouvindo com atenção e carinho tudo o que comentam (mesmo nos bastidores).
Quanto a conteúdos e gramática, a disciplina foca produção e leitura de texto, com a gramática discutida e analisada a partir dos textos produzidos. Achei que havia deixado bem claro para todos que nossa fundamentação é: a construção partilhada de conhecimento, na perspectiva sociointeracionista de Vygotsky; a teoria do letramento e gêneros textuais para serem vivenciadas e levadas para a prática nas escolas (Bezerra, 2010). É fundamental que o grupo supere essa concepção tradicional de “aula de português”.
É isso que estou fazendo, passo a passo, conforme meu Plano de Ensino apresentado a todos e reformulado, após as reflexões recebidas. Assim que nossa coord. Marly aprová-lo, retorno ao grupo com as modificações.
Olha, mais discussões sobre o trabalho do professor e alunos nunca vi! Acho isso MARAVILHOSO. Era tudo o que eu queria.
Essa contribuição foi preciosa.
Obrigada.
Bjs a todos.

Professora Rosana.

Apesar do meu breve momento de revolta com alguns colegas que participaram da minha primeira pesquisa e por medo de reataliações por parte da professora não se manisfestaram...rsrs... fico feliz de ter redigido este texto, não diretamente à professora, mas por saber que todos iriam ler e talvez, mesmo com muita resistência de alguns, absorver alguma coisa desse momento de discórdia.
Sair da nossa zona de conforto é dureza, e ter que se apresentar no meio da sala para culpar alguém por uma falha ou um medo nosso é bastante desconcertante, ser apontado como a pessoa que está fazendo a guerra com a professora sózinha é ainda pior... rsrs... como diz o bordão não tem preço.
Mas valeu à pena, principalmente por ouvir da boca da professora, sem esperar, que ela conhece o aluno pela escrita, rsrs... e olha que eu nem tinha escrito nada de pessoal, ainda...
Naquele momento, ao sair da zona de conforto, levantar um problema e buscar a solução para ele, não apenas para solucionar mas até para me defender das investidas contra a professora supostamente feitas por mim, surgiu o maior lição do semestre: a importância da relação professor aluno. Não importa que o aluno se esconda ou se mostre, o professor sabe exatamente quem é a criatura por trás do caderno e da caneta, ou no caso da tela do computador, e essa surpresa eu tive... rsrs...
O canal de comunicação aberto alí, naquele instante, mesmo se não foi significativo pra mais alguém, foi a maior lição de vida, o maior aprendizado que um professor me proporcionou. Me fez ver algo que na prática que não existe em livros, e a teoria é fraca pois não vemos exemplos e só se educa pelo exemplo.
Fico feliz, fico muito feliz de participar dessa turma, de ter a oportunidade de crescer com essa família que se tornou o parfor.
E mais uma vez, só posso dizer duas palavras, obrigada professora...


"Pensar é fácil, agir é difícil, e colocar os pensamentos em ação é a coisa mais difícil do mundo"

                                                                                                         Wolfgang Von Goethe"
"O esforço da mente para se manter livre de todo tipo de submissão, mater-se curiosa, aberta, insaciável em todas as suas relações com a natureza — é dez vezes mais difícil que o cultivo de um ponto de vista estável e satisfatório, mas é milhares de vezes mais precioso."


                                                                                                         Gardner Murphy

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original."

                                                                                                         Albert Einstein

João Victor... Minha pérola mais preciosa... aos 4 meses...


 

quinta-feira, outubro 21, 2010

Reflexão sobre a aula do dia 21/10

CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
Curso de Pedagogia – PARFOR – Período vespertino.
Instrumentação da Língua Portuguesa I – 1° semestre – Período vespertino.
Professora Rosana Pontes
Edileyne Rocha
Elaine
Marco Aurélio
Maria Flávia
Raquel
Regina Ferreira dos Anjos




Reflexão sobre a Aula do dia 21 de outubro de 2010.

Tivemos um início de aula bem animada, com uma dinâmica bem interativa, que proporcionou uma descontração muito positiva.
Analisamos algumas dissertações e através da explanação muito esclarecedora da professora abordamos várias produções das mesmas. Trabalhando em pares produtivos, resolvemos alguns exercícios de revisão, seguidos de correção.
Sentimo-nos sendo conduzidos pela estratégia desenvolvida pela professora, e contrária às aulas anteriores, que tínhamos um desempenho mais autônomo, crítico, porém achamos uma aula extremamente produtiva, não tão descontraída como as demais.
Tomara que estejamos conseguindo um equilíbrio entre aulas focadas em tarefas e aulas expositivas. É isso que estou buscando.
O grupo da tarde é muito especial e participativo, por isso,  tudo flui bem com vocês.
Eu gosto muito desse jeito animado, agitado, passional, em que alguns choram, outros discutem, depois fazemos as pazes, e prosseguimos unidos, produzindo conhecimento e crescendo coletivamente.
E, parabéns a todos, porque, no balanço das atividades, verifiquei que todas as tarefas coletivas estão em dia. Isso comprova mais uma vez o empenho da classe.
Rosana
Joãozinho 15 meses... Beijooooooooooooooooooooo...

Atas das Aulas dos dias 14/10 e 21/10.

UNIVERSIDADE   CATÓLICA DE SANTOS
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
Curso de Pedagogia- PARFOR- Vespertino
Instrumentação da Língua Portuguesa I-1 ºsemestre
Profª.  MS Rosana Pontes
Grupo 6: LILIAN,LUCÉLIA TEREZINHA ,MARIA ELIZABETE, MARIA GEANE ,PRISCILA, RIVALDA E SANDRA LÚCIA.
14 e 21 de outubro de 2010

Atas da quinta e sexta aula de Instrumentação da Língua Portuguesa l

Aos catorze dias do mês de outubro de dois mil e dez, com início às quatro horas, na sala vinte e um, da Universidade Católica de Santos, sita à Rua Doutor Carvalho de Mendonça, número cento e quarenta e quatro, na cidade de Santos, em São Paulo, realizou-se a quinta aula de instrumentação da língua portuguesa I, do curso de pedagogia da plataforma Freire. A aula teve por objetivo a continuação do relatório científico, analisando a trajetória de formação da sala, utilizando um mapa de linha do tempo e narrativas autobiográficas, com base em referências teóricas. A aula foi ministrada pela professora Rosana Aparecida Ferreira Pontes. O grupo cinco foi responsável pelo aquecimento, no qual realizou uma brincadeira, seguida da leitura da história do Chapeuzinho Vermelho. A atividade contagiou a todos e a sala demonstrou-se  bastante satisfeita. Para finalizar, o grupo do aquecimento deixou uma mensagem ”Conselhos úteis”. Posteriormente, os subgrupos se reuniram para darem início à análise solicitada, conforme roteiro explicitado pela professora na lousa. A professora monitorou os grupos, ajudando-os a construir o relatório, uma vez que se tratou da primeira experiência em aula com o gênero textual “análise científica”. Os alunos deveriam, por meio dessa tarefa, analisar os dados coletados, aprendendo a fundamentar suas análises dialogando como o artigo científico de Maria Auxiliadora Bezerra, “O Ensino da língua portuguesa e os contextos teórico-metodológicos. O grupo dois auxiliou a professora na gestão da sala de aula, tal como secretaria; o grupo três na parte de informática; o grupo quatro foi responsável pela agenda Cultural da Universidade; o grupo um irá realizar o registro refletivo da aula e o grupo seis redigiu a presente ata.
Em vinte e um de outubro de 2010, na sexta aula de Instrumentação de Língua Portuguesa I, a professora discutiu o modelo enviado, por e-mail, para que os alunos elaborassem a dissertação “Ética na política”. Após devolução de quase totalidade das correções das dissertações, explicou passo a passo as características do gênero dissertativo, bem como discutiu duas dissertações produzidas por alunos, de modo a corrigi-las com a ajuda da classe. A partir da discussão dos textos, identificou erros comuns e os principais problemas com pontuação das dissertações corrigidas, e solicitou ao grupo classe que fizesse um exercício, colocando ou não vírgulas em frases para depois discutirem as regras para o uso de vírgulas. Após o tempo determinado, corrigiu na lousa o exercício, listando situações em que a vírgula é proibida e outras em que a vírgula é necessária.
Antes de encerrar a aula, a professora pediu para lermos o capítulo sobre “Verbos I” da gramática de Ulisses Infante, “Curso de Gramática Aplicada aos textos”, solicitada em seu plano de ensino.


Minha oncinha aos 7 meses de vida...

Meu leãozinho meigo aos 11 meses de idade.

Agenda Cultural do dia 21/10.

Guia Prático da Nova Ortografia aula do dia 21/10.

Guia Prático da NOVA ORTOGRAFIA
Saiba o que mudou na ortografia brasileira
por Douglas Tufano
(Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa)
O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na
ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em
Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo
Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi
aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.
Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando
nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas
observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em
direção à pretendida unificação ortográfica desses países.
Como o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, elaboramos um roteiro
com o que foi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras. Esperamos que este
guia sirva de orientação básica para aqueles que desejam resolver rapidamente suas dúvidas
sobre as mudanças introduzidas na ortografia brasileira, sem preocupação com questões
teóricas.
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo
passa a ser:
A B C D E F G H I J
K L M N O P Q R S
T U V W X Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da
nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy,
playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser
pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.
Como era Como fica
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranquilo
Atenção: O trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos:
Müller, mülleriano.
Mudanças nas Regras de Acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm
acento tônico na penúltima sílaba).
Como era Como fica
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio (verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia
Atenção: Essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as
palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um
ditongo.
Como era Como fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiura
Atenção: Se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento
permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fica
abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s),
pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Como era Como fica
Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra. Comi uma pera.
Atenção:
- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito
perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa
do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na
estante que foi feita por mim.
- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus
derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o
uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do
presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar,
apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em
algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal
sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):
verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: No Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.
Uso do Hífen
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria
controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo
das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações
estabelecidas pelo Acordo.
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos
que podem funcionar como prefixos, como:
aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro,
hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi,
sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo
elemento. Exemplos:
aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o:
coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante
diferente de r ou s. Exemplos:
anteprojeto
antipedagógico
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse
caso, duplicam-se essas letras. Exemplos:
antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente
ultrassom
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.
Exemplos:
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-inflacionário
anti-inflamatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno
6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma
consoante. Exemplos:
hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico
Atenção:
- Nos demais casos não se usa o hífen.
Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.
- Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r:
sub-região, sub-raça etc.
- Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circumnavegação,
pan-americano etc.
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal.
Exemplos:
hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo
8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim.
Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando
não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São
Paulo.
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos:
girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé
12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras
coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Exemplos: Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.
O diretor recebeu os ex-
-alunos.
Resumo - Emprego do hífen com prefixos
Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h:
anti-higiênico, super-homem.
Outros casos
1. Prefixo terminado em vogal:
- Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
- Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
- Sem hífen diante de r e s Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
- Com hífen diante de mesma vogal:
contra-ataque, micro-ondas.
2. Prefixo terminado em consoante:
- Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
- Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
- Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.
Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.
Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal:
circum-navegação, pan-americano etc.
3 O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o:
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol,
madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
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Leãozinho da titia aos 9 meses... Blééééééé...


Meu chamego, meu xodó... aos 9 meses...