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quarta-feira, junho 08, 2011

LISTA DE REGRAS PARA AUTOCORREÇÃO DE TEXTOS




SINTAXE




Plano de Ensino


Plano de Ensino

2011

1. Identificação

Centro: CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO

Curso: PEDAGOGIA (PARFOR)

Disciplina: INSTRUMENTAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA II



Regime: Semestral – 2º semestre 2011/1


Carga Horária Total: 34

Professora (CAPES): ROSANA APARECIDA FERREIRA PONTES



2. Ementa

A disciplina propõe o estudo de diferentes gêneros textuais em que
predominem a descrição, a narração e a dissertação. Procura, também,
oferecer as ferramentas necessárias para uma leitura e escrita proficientes.

3. Objetivos Gerais

Esta disciplina visa propiciar condições para que o futuro Pedagogo possa:

. Desenvolver sua autoria para redigir textos diversos, com maior ênfase
na tipologia dissertativa.
. Iniciar-se na vida acadêmica, mediante a leitura, discussão e produção
de textos da área da pesquisa sobre educação.
. Desenvolver comportamento leitor e escritor a fim de que se reconheça
como modelo de referência para os alunos.
. Desenvolver a autonomia como aluno/professor/pesquisador a fim de
identificar problemas em sua prática e buscar soluções mediante o
aprendizado na universidade.




4. Objetivos Específicos

São expectativas de aprendizagem:

. Compreender, saber utilizar e redigir os gêneros textuais em que
predominem a descrição, a narração e a dissertação.



. Dominar técnicas de compreensão e interpretação de textos.
. Elaborar registros reflexivos como estratégia formativa de
desenvolvimento da autoria docente, da prática de pesquisa e da
reflexão sobre o percurso de formação.
. Problematizar questões em sua prática docente, a partir dos
conhecimentos teóricos adquiridos.
. Aprender a redigir um artigo científico, mediante os conhecimentos
adquiridos com a disciplina estudada.
. Apresentar seminários.
. Aprender a elaborar e utilizar o portfólio reflexivo como instrumento para
avaliação formativa e registro do processo de ensino/aprendizagem.


5. Conteúdo Programático

5.1. Gêneros textuais:

. Os PCNs e os gêneros textuais.
. Gêneros textuais diversos: descrição, narração, dissertação.
. Gênero textual específico: o artigo científico.


5.2. Leitura, produção textual e produção oral:

. Gêneros sugeridos para leitura, estudo e produção: textos literários
diversos que envolvam descrição e narração; artigos científicos;
resumos e resenhas.
. Estratégias de leitura e compreensão de textos: elaborando mapas
textuais, resumos e resenhas.
. Estratégia de produção oral: apresentação de seminários de leitura.


5.3. Problemas estruturais do texto:

. Coerência e coesão.
. Pontuação.
. Análise sintática.
. Problemas gerais da língua-padrão.


6. Metodologia/Estratégias/Procedimentos de Ensino

. Utilização de recursos audiovisuais e de informática.
. Serão priorizadas estratégias da pesquisa-ação que promovam a
interação e participação constantes.
. As atividades serão preparadas com o objetivo de desenvolver a
capacidade de reflexão dos alunos em nível individual e de modo
coletivo.



. As leituras recomendadas serão problematizadas a fim de mediar teoria
e prática.
. Será estimulada a elaboração de registros reflexivos sobre os
aprendizados no curso, bem como sobre a prática docente.
. Será também dada continuidade à organização de um portfólio de
formação e avaliação, reunindo os trabalhos e reflexões desenvolvidos
durante o curso.
. Serão estimuladas a reflexão e a produção oral dos alunos por meio da
apresentação de seminários de leitura.
. Será elaborada, de forma coletiva, uma “lista de regras” de autocorreção
gramatical, contendo os principais problemas a serem evitados na
redação de bons textos.
. Por fim, será orientada a elaboração de um artigo científico ou livro
infantil, em consonância com os estudos desenvolvidos ao longo do
semestre.


7. Sistemática e Instrumentos de Avaliação

A avaliação será de acordo com a proposta do Projeto Pedagógico do
curso, qual seja um processo contínuo e permanente de diagnóstico da
aprendizagem do aluno e reorganização da prática docente.

Como instrumentos de avaliação serão utilizados: o portfólio individual (com
nota de 0 a 5,0); seminários de leitura (com nota de 0 a 5,0); prova
individual (com nota de 0 a 10,0); o artigo científico ou livro infantil em dupla
(com nota de 0 a 10,0). Média final: de 0 a 10.

A avaliação será com base nos seguintes critérios:

. Conhecimento teórico dos temas estudados.
. Capacidade de articular teoria e prática.
. Clareza e correção na linguagem oral e escrita.
. Capacidade de argumentação e crítica.
. Pontualidade no cumprimento das tarefas.


8. Bibliografia Básica

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa. Brasília:
MEC/SEF, 1997.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Referenciais Curriculares para a educação infantil. Brasília:
MEC/SEF, 1998.


DIONÍSIO, Ângela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria
Auxiliadora (orgs.). Gêneros Textuais e Ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003.



9. Bibliografia Complementar

FAULSTICH, Enilde L. de J. Como ler, entender e redigir um texto. Petrópolis,
RJ: Vozes, 2008.

INFANTE, Ulisses. Gramática Aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 1995.

KÖCHE, Vanilda Salton; BOFF, Odete Maria; MARINELLO, Adiane Fogali.
Leitura e Produção Textual: Gêneros textuais do argumentar e expor.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.


COMO ELABORAR RESUMOS TÉCNICOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS


INSTRUMENTAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA II



COMO ELABORAR RESUMOS TÉCNICOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS



“O Resumo em questão consiste na apresentação concisa do conteúdo de um trabalho de
cunho científico (livro, artigo, dissertação, tese, etc.) e tem a finalidade específica de passar
ao leitor uma ideia completa do teor do documento analisado, fornecendo, além dos dados
bibliográficos do documento, todas as informações necessárias para que o leitor/pesquisador
possa fazer uma primeira avaliação do texto analisado e dar-se conta de suas eventuais
contribuições, justificando a consulta do texto integral.

O que deve conter um Resumo? Atendo-se à ideia central do trabalho, o Resumo deve
começar informando qual a natureza do trabalho, indicar o objeto do trabalho, os objetivos
visados, as referências teóricas de apoio, os procedimentos metodológicos adotados e as
conclusões/resultados a que se chegou no texto. Responde assim às questões: De que
natureza é o trabalho analisado (pesquisa empírica, pesquisa teórica, levantamento
documental, pesquisa histórica etc.)? Qual o objeto pesquisado/estudado? O que se
pretendeu demonstrar ou constatar? Em que referências teóricas se apoiou o
desenvolvimento do raciocínio? Mediante quais procedimentos metodológicos e técnico-
operacionais se procedeu? Quais os resultados conseguidos em termos de atingimento dos
objetivos propostos?”



SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 21ª ed. São Paulo, SP:
Cortez Editora, 2000. p. 173-174.





INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE RESUMOS

(Conforme organizadores da V Mostra de Pesquisa em Educação na UNISANTOS)





Título em negrito e com letras maiúsculas centralizado. Deixar uma linha em
branco após os autores. O resumo não deve exceder o limite de 2.000 caracteres;
descrever sucintamente a introdução, os objetivos e métodos; não introduzir
citações bibliográficas no texto. O resumo deverá ser digitado, sem parágrafos,
sendo a página configurada para A4, margens de 2,0 cm. O texto deverá usar
fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 12, espaçamento simples e justificado.
(VIDE EXEMPLO).




Exemplo 1:



ESTRATÉGIAS COLABORATIVAS DE ENSINO NA
UNIVERSIDADE: POSSIBILIDADES A PARTIR DA

PESQUISA-AÇÃO



Rosana Aparecida Ferreira Pontes

Universidade Católica de Santos



RESUMO



Este trabalho tematiza a formação inicial de pedagogos do curso de Pedagogia
(PARFOR), na disciplina de Instrumentação da Língua Portuguesa I, na UNISANTOS.
Tem por objetivo analisar possibilidades de se utilizar estratégias da pesquisa-ação
como forma de criar um espaço de interação, participação e partilha de
conhecimentos, no contexto da sala de aula na universidade. No intuito de
compreender quais são essas possibilidades, apresenta as estratégias colaborativas
de ensino utilizadas, em que os educandos, organizados em “grupos produtivos”,
intercalam-se na execução de tarefas; desempenham papéis na aula como
participantes ativos no planejamento, gestão e avaliação do processo de ensino e
aprendizagem; concomitantemente, aprendem a refletir, pesquisar e desenvolver a
criticidade, em ciclos de ação-reflexão-ação, conforme pressupostos da pesquisa-
ação. As estratégias colaborativas são desenvolvidas em três dimensões: discussão
sobre a aula na universidade; o trabalho com “grupos produtivos”; o ensino da língua
portuguesa. O trabalho com “grupos produtivos”, fundamentado em Vygotsky, e com
estratégias da pesquisa-ação, fundamentado em Franco, conclui com a seguinte
reflexão: as estratégias colaborativas de ensino têm se configurado como processo
partilhado de produção de conhecimento para os futuros pedagogos, à medida que, de
modo participativo e solidário, tornam-se protagonistas das aulas, construindo-se
como autores da sua história e formação.

Palavras-chave: estratégias colaborativas, pesquisa-ação, universidade.




Exemplo 2:

PESQUISA-AÇÃO EXISTENCIAL: SUA CONTRIBUIÇÃO AO TRABALHO
DOCENTE.

Ângela Cancherini

Universidade Católica de Santos – Unisantos



Resumo

Neste trabalho, pretende-se situar a pesquisa-ação existencial enquanto opção
metodológica para o trabalho docente. Trata-se da busca pela síntese, com
vistas a uma escolha metodológica que atenda às necessidades prementes da
educação. Esse estudo é fundamentado em René Barbier, idealizador da
pesquisa-ação existencial. Franco, Triviños, Tripp e Luna foram leituras que
permitiram complementar e ampliar a visão sobre a metodologia. Os estudos
de René Barbier incluem conceitos como o de Multirreferencialidade, de
Ardoino e colaboradores, ao qual se faz breve menção. As idéias sobre
processo de subjetivação estão referendadas por Vieira Pinto. Entender de que
forma se constroem as razões, intenções da consciência, requer uma escuta
sensível capaz de derrubar barreiras sociais e morais, vencer preconceitos,
sentir-se no lugar do outro, sem, no entanto, perder-se de si. Requer um
envolvimento que implica a si mesmo e, desta forma, ao sentir-se
comprometido, compromete o outro. Requer saber ler com sensibilidade as
questões alheias. Considerando que tais necessidades incorrem num processo
delicado e diferenciado é que a questão existencial tomou vulto e se
materializou na opção metodológica referenciada. Esta investigação permitiu
indicar que a metodologia da pesquisa-ação existencial pode agregar algum
sentido à prática docente uma vez que suas premissas pensam uma ação
consciente, que tem um tempo e uma complexidade a serem consideradas, e
exigem uma profunda implicação entre pesquisador e grupo. Talvez seja uma
escolha privilegiada para a educação, pois parte da prática docente, através
dos próprios docentes, em direção à práxis.

Palavras-chave: pesquisa-ação, processos subjetivos, existência.




Exemplo 3:

O PORTFÓLIO COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO DA
LEITURA NA FORMAÇÃO INICIAL DE PEDAGOGOS



Lucélia Terezinha Avelino

Universidade Católica de Santos - PARFOR



RESUMO

O presente projeto de pesquisa tem por objetivo principal conhecer as
contribuições do portfólio de formação para o desenvolvimento de habilidades
de leitura dos pedagogos em formação no curso de Pedagogia PARFOR, na
UNISANTOS. O portfólio foi adotado como estratégia reflexiva de formação
docente inicial na disciplina de Instrumentação da Língua Portuguesa I, em
processo de pesquisa-ação. Será analisado em busca das reais possibilidades
que esse instrumento pode oferecer para o desenvolvimento de seus autores.
Os dados da análise serão as produções de leitura e compreensão de textos,
bem como as avaliações escritas pelos sujeitos da pesquisa sobre os
benefícios vivenciados. A pesquisa caminhará na direção da investigação
qualitativa, fundamentada em Bogdan. Os autores que embasam o estudo
sobre portfólios são Anastasiou e Alves e Chaves. Como esteio para análise da
leitura, sob uma perspectiva filosófica, será utilizado Nietsche. Dentre os
resultados a serem alcançados, a investigação estará atenta para o fato de
como o grupo criou situações de partilha de saberes perante uma dificuldade
unânime dos alunos: a leitura dos textos acadêmicos propostos.



Palavras-chave: portfólio, formação docente inicial, habilidades de leitura.






ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação 
Fundamental. Referenciais Curriculares para a educação infantil. Brasília: 
MEC/SEF, 1998. V. 3, p. 141-145. 


ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 


Práticas de leitura para as crianças têm um grande valor em si mesmas, não 
sendo sempre necessárias atividades subseqüentes, como o desenho dos 
personagens, a resposta de perguntas sobre a leitura, dramatização das 
histórias etc. Tais atividades só devem se realizar quando fizerem sentido e 
como parte de um projeto mais amplo. Caso contrário, pode-se oferecer uma 
ideia distorcida do que é ler. 

A criança que ainda não sabe ler convencionalmente pode fazê-lo por meio da 
escuta da leitura do professor, ainda que não possa decifrar todas e cada uma 
das palavras. Ouvir um texto já é uma forma de leitura. 

É de grande importância o acesso, por meio da leitura pelo professor, a 
diversos tipos de materiais escritos, uma vez que isso possibilita às crianças o 
contato com práticas culturais mediadas pela escrita. Comunicar práticas de 
leitura permite colocar as crianças no papel de “leitoras”, que podem relacionar 
a linguagem com os textos, os gêneros e os portadores sobre os quais eles se 
apresentam: livros, bilhetes, revistas, cartas, jornais etc. 

As poesias, parlendas, trava-línguas, os jogos de palavras, memorizados e 
repetidos, possibilitam às crianças atentarem não só aos conteúdos, mas 
também à forma, aos aspectos sonoros da linguagem, como ritmo e rimas, 
além das questões culturais e afetivas envolvidas. 

Quando o professor realiza com freqüência leituras de um mesmo gênero está 
propiciando às crianças oportunidades para que conheçam as características 
próprias de cada gênero, isto é, identificar se o texto lido é, por exemplo, uma 
história, um anúncio etc. 

São inúmeras as estratégias das quais o professor pode lançar mão para 
enriquecer as atividades de leitura, como comentar previamente o assunto do 
qual trata o texto; fazer com que as crianças levantem hipóteses sobre o tema 
a partir do título; oferecer informações que situem a leitura; criar um certo 
suspense, quando for o caso; lembrar de outros textos conhecidos a partir do 
texto lido; favorecer a conversa entre as crianças para que possam 
compartilhar o efeito que a leitura produziu, trocar opiniões e comentários etc. 

O professor, além de ler para as crianças, pode organizar as seguintes 
situações de leitura para que elas próprias leiam: 

• situações em que as crianças estabelecem uma relação entre o que é falado 
e o que está escrito (embora ainda não saibam ler convencionalmente). Nessas 
atividades de “leitura”, as crianças devem saber o texto de cor e tentar localizar 
onde estão escritas determinadas palavras. Para isso, as crianças precisam 
buscar todos os indicadores disponíveis no texto escrito. Não é qualquer texto 
que garante que o esforço de atribuir significado às partes escritas coloque 
problemas que ajudem a criança a refletir e a aprender. Nesse caso, os textos 
mais adequados são as quadrinhas, parlendas e canções porque focalizam a 

sonoridade da linguagem (ritmos, rimas, repetições etc.), permitindo localizar o 
que o texto diz em cada linha; 

• situações em que as crianças precisam descobrir o sentido do texto apoiando-
se nos mais diversos elementos, como nas figuras que o acompanham, na 
diagramação, em seus conhecimentos prévios sobre o assunto, no 
conhecimento que têm sobre algumas características próprias do gênero etc. 

Nesses casos, os textos mais adequados são as embalagens comerciais, os 
folhetos de propaganda, as histórias em quadrinhos e demais portadores que 
possibilitam às crianças deduzir o sentido a partir do conteúdo, da imagem ou 
foto, do conhecimento da marca ou do logotipo. 

Os textos de histórias já conhecidos possibilitam atividades de buscar “onde 
está escrito tal coisa”. As crianças, levando em conta algumas pistas contidas 
no texto escrito, podem localizar uma palavra ou um trecho que até o momento 
não sabem como se escreve convencionalmente. Podem procurar no livro a 
fala de alguma personagem. Para isso, devem recordar a história para situar o 
momento no qual a personagem fala e consultar o texto, procurando indícios 
que permitam localizar a palavra ou trecho procurado. 

A leitura de histórias é um momento em que a criança pode conhecer a forma 
de viver, pensar, agir e o universo de valores, costumes e comportamentos de 
outras culturas situadas em outros tempos e lugares que não o seu. 

A partir daí ela pode estabelecer relações com a sua forma de pensar e o modo 
de ser do grupo social ao qual pertence. As instituições de educação infantil 
podem resgatar o repertório de histórias que as crianças ouvem em casa e nos 
ambientes que freqüentam, uma vez que essas histórias se constituem em rica 
fonte de informação sobre as diversas formas culturais de lidar com as 
emoções e com as questões éticas, contribuindo na construção da 
subjetividade e da sensibilidade das crianças. 

Ter acesso à boa literatura é dispor de uma informação cultural que alimenta a 
imaginação e desperta o prazer pela leitura. A intenção de fazer com que as 
crianças, desde cedo, apreciem o momento de sentar para ouvir histórias exige 
que o professor, como leitor, preocupe-se em lê-la com interesse, criando um 
ambiente agradável e convidativo à escuta atenta, mobilizando a expectativa 
das crianças, permitindo que elas olhem o texto e as ilustrações enquanto a 
história é lida. 

Quem convive com crianças sabe o quanto elas gostam de escutar a mesma 
história várias vezes, pelo prazer de reconhecê-la, de apreendê-la em seus 
detalhes, de cobrar a mesma seqüência e de antecipar as emoções que teve 
da primeira vez. Isso evidencia que a criança que escuta muitas histórias pode 
construir um saber sobre a linguagem escrita. 

Sabe que na escrita as coisas permanecem, que se pode voltar a elas e 
encontrá-las tal qual estavam da primeira vez. 

Muitas vezes a leitura do professor tem a participação das crianças, 
principalmente naqueles elementos da história que se repetem (estribilhos, 
discursos diretos, alguns episódios etc.) e que por isso são facilmente 
memorizados por elas, que aguardam com expectativa a hora de adiantar-se à 
leitura do professor, dizendo determinadas partes da história. Diferenciam 

também a leitura de uma história do relato oral. No primeiro caso, a criança 
espera que o leitor leia literalmente o que o texto diz. 

Recontar histórias é outra atividade que pode ser desenvolvida pelas crianças. 
Elas podem contar histórias conhecidas com a ajuda do professor, 
reconstruindo o texto original à sua maneira. Para isso podem apoiar-se nas 
ilustrações e na versão lida. Nessas condições, cabe ao professor promover 
situações para que as crianças compreendam as relações entre o que se fala, 
o texto escrito e a imagem. O professor lê a história, as crianças escutam, 
observam as gravuras e, frequentemente, depois de algumas leituras, já 
conseguem recontar a história, utilizando algumas expressões e palavras 
ouvidas na voz do professor. Nesse sentido, é importante ler as histórias tal 
qual estão escritas, imprimindo ritmo à narrativa e dando à criança a ideia de 
que ler significa atribuir significado ao texto e compreendê-lo. 

Para favorecer as práticas de leitura, algumas condições são consideradas 
essenciais. 

São elas: 

• dispor de um acervo em sala com livros e outros materiais, como histórias em 
quadrinhos, revistas, enciclopédias, jornais etc., classificados e organizados 
com a ajuda das crianças; 

• organizar momentos de leitura livre nos quais o professor também leia para si. 
Para as crianças é fundamental ter o professor como um bom modelo. O 
professor que lê histórias, que tem boa e prazerosa relação com a leitura e 
gosta verdadeiramente de ler, tem um papel fundamental: o de modelo para as 
crianças; 

• possibilitar às crianças a escolha de suas leituras e o contato com os livros, 
de forma a que possam manuseá-los, por exemplo, nos momentos de 
atividades diversificadas; 

• possibilitar regularmente às crianças o empréstimo de livros para levarem 
para casa. Bons textos podem ter o poder de provocar momentos de leitura em 
casa, junto com os familiares. 

Uma prática constante de leitura deve considerar a qualidade literária dos 
textos. A oferta de textos supostamente mais fáceis e curtos, para crianças 
pequenas, pode resultar em um empobrecimento de possibilidades de acesso 
à boa literatura. 

Ler não é decifrar palavras. A leitura é um processo em que o leitor realiza um 
trabalho ativo de construção do significado do texto, apoiando-se em diferentes 
estratégias, como seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor e de tudo o 
que sabe sobre a linguagem escrita e o gênero em questão. O professor não 
precisa omitir, simplificar ou substituir por um sinônimo familiar as palavras que 
considera difíceis, pois, se o fizer, correrá o risco de empobrecer o texto. A 
leitura de histórias é uma rica fonte de aprendizagem de novos vocabulários. 
Um bom texto deve admitir várias interpretações, superando-se, assim, o mito 
de que ler é somente extrair informação da escrita. 

APROXIMAÇÕES À CULTURA ESCRITA LEITURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL











CRONOGRAMA DAS AULAS DE INSTRUMENTAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA II





terça-feira, abril 12, 2011

A DIFÍCIL ARTE DE DIZER NÃO AOS FILHOS - O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.


A DIFÍCIL ARTE DE DIZER NÃO AOS FILHOS

Você costuma dizer "não" aos seus filhos?


Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e
de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?

Uma conhecida educadora do nosso País alerta que não é fácil dizer não
aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.

Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um
brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem?
Por que não satisfazê-los?

Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que
provocar lágrimas?

Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que
faze-lo pensar nos outros?

E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"...

O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os
filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os
filhos e perante a sociedade em que vivemos.

Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo
comprar, ou sofrendo por lhe dizer "não", porque ele já tem outros dez
ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter.
Estamos, indiretamente, valorizando o ser.

Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de
dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio
exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não
aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.

Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele
fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com
muita "flexibilidade" ética, para não dizer desonesto.

Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota,
qualquer "não" se nunca lhe fizeram crer que isso é
possível e até normal?

Não se defende a idéia de que se crie um ser acomodado sem ambições e
derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o
reconhecimento realista de que, na vida às vezes
se ganha, e, em outras, se perde.

Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é
preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas
com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que
alguém lhe dará tudo, sempre, e de "mão beijada"

Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é

preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas
consumismo caprichoso.

Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável.

Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi
negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer.
Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram
agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa.
Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na
importância de aprender a difícil arte de dizer não.
Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para
enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.

***

O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.

Todos temos responsabilidades no contexto da vida,
nas realizações humanas, nas atividades sociais,
membros que somos da família universal.

(Do livro "Repositório de Sabedoria" vol I, Educação)



São como a teia da aranha... fina, tênue... mas a única coisa forte o suficiente para suportar todo o peso da vida...


capaz de permitir que se suba tão alto... e de maneira tão firme de forma a não cair nesse processo de ascensão...

O paradoxo do Nosso Tempo - Valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado. Antes que seja tarde...


O paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais,
gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais,
ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados,
lemos pouco, assistimos TV demais
e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver.
Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua
e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma;
dominamos o átomo, mas não nosso preconceito;
escrevemos mais, mas aprendemos menos;
planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação,
produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande de caráter pequeno;
excesso de reuniões e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos,
vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você,
e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama,
pois elas não estarão por aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o)
e às pessoas que ama.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

O segredo da vida não é ter tudo que você quer,
mas amar tudo que você tem!!!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

George Carlin

Pense... REFLITA... Mude...


Amor... Carinho... Compaixão...


Cuidado... Inclusão... Cooperativismo... Coleguismo... Amizade... Cidadania...


Passe Adiante...

domingo, abril 03, 2011

Hamster

Hamster: "This lively pet hamster will keep you company throughout the day. Watch him run on his wheel, drink water, and eat the food you feed him by clicking your mouse. Click the center of the wheel to make him get back on it."

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Como nosso cérebro lê?

Como nosso cérebro lê?

Descubra como vemos as formas, percebemos os movimentos e distinguimos as cores neste artigo da neurocientista Simone Bittencourt

Por Simone Bittencourt*
Qual o mecanismo de interpretação utilizado por nossa mente para conseguir ler e compreender um texto?

“De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em
qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a
piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol
bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo”

Essa é a versão em português da frase contida numa tese de doutorado defendida na Universidade de Nottinghan na Inglaterra,  na qual o pesquisador sugere que o cérebro é flexível no processamento da leitura e, assim, não precisa da ordem das letras nas palavras para que haja compreensão do texto, só importando a ordem da primeira e última letra de cada palavra. Todavia, não parece ser totalmente verdade se o contexto não for familiar ou a maioria das palavras tiver 8 letras ou mais.

Abaixo está um texto que construí com base na mesma técnica de letras aleatórias dispostas no meio das palavras:
Snietlao que a ntsialarepuocdide é um fônnmeeo itaesstnerne e iuensátoivnqel, cumonteme euddsato no detmnarteapo de nsoglooifirieua, odne iamcsestntnenee pssuqoaiems fmoôneens ismpncieovírenes, mas de eraándxtrioiro iamctpo madniul.



Nossa!!! Deu tilt agora!!!
 A leitura não parece ser tão fácil agora. Isso porque as palavras são maiores, o que leva nosso cérebro   a gastar um  tempo maior tentando compreender qual a ordem correta das letras. Talvez uma  razão pela qual não escrevemos tão rapidamente quanto podemos pensar seja porque nossa mente escolhe a gramática correta para a comunicação, a gramática aprendida. É importante uma ordem de letras para que nosso cérebro consiga ler de forma mais rápida. Mas ainda não temos respostas para várias questões sobre o processo de linguagem, devido a sua complexidade.
A propósito, a frase acima grafada de maneira correta seria:
Saliento que a neuroplasticidade é um fenômeno interessante e inquestionável, comumente estudado no departamento de neurofisiologia, onde incessantemente pesquisamos fenômenos incompreensíveis, mas de extraordinário impacto mundial.

* Simone Bittencourt é doutora em neurofisiologia e pesquisadora do departamento de fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
 
Línguaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....

José Augusto aos 3 meses...

João Victor aos 5 meses...

Não tindi nada...

como o cérebro é complicaaaaaaado...
rsrsrs...

José Augusto aos 2 meses...
Retirado de http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/503/como-nosso-c-rebro-l-.html



quinta-feira, dezembro 09, 2010

Minha razão de viver... meu maior prazer é amar vocês...

João Victor 2008
 
José Augusto 2010


          Nasceu um novo eu no dia que esse garoto nasceu... Ao lado do leito da minha irmã, os olhos pairando pasmados sobre aquele lençol azul e dalí surge uma bola vermelha, ainda coberto de sangue e vernix caseoso. Nasce a coisinha mais importante da minha vida e daquele momento em diante, a Priscila ganha  uma nova denominação... a de tia e nasceu o amor mais belo e profundo que eu já havia sentido na minha curta vida o amor incondicional de tia e sobrinho. E seu choro rompeu o silêncio que apenas a voz de sua mãe trouxe de volta e a chave de ouro foi sua frase pra ele: "Oi filho, mamãe te ama". Sua pequena mão atrelou-se à camisola dela na tentativa de prolongar mais um pouco aquele olhar e enquanto tentavam desgrudá-los olho no olho e silêncio, só os meus suspiros eram ouvidos e assim nasceu a Tia Pri e eu nasci pra viver esse momento, nasci pra ser tia. 

 
Tia Pri

domingo, novembro 28, 2010

Hora da Bronca... nem tudo são flores... rsrs... Um bom puxão de orelha faz um efeito drástico... rsrs...


José Augusto aos 19 dias... braaaaaaaavo... rsrs...
Caros e queridos alunos.

A título de esclarecimento:

Comecei a receber os projetos Brincar (3 até o momento) e nenhum deles, até agra, têm o nível que espero dessa classe. Se não estiverem dentro das orientações que solicitei, não atribuirei nota (vale de 0 a 10).

Tiverem duas aulas na minha disciplina e de outras professoras também. Não vou aceitar cópia e cola de internet, tampouco que um se mate e os demais não leiam. Estão na universidade e devem ler, escrever, produzir conhecimento e sentido a tudo que fazem.

A fundamentação é nos artigos da Kishimoto e Brugère que solicitei também os mapas textuais.

Espero que seja apenas um mal entendido e que os grupos refaçam de acordo e os demais me mandem de acordo. Seguem as orientações novamente.

Compreendo que estejam cansados. Mas, nós professores, também estamos. Eu, como vocês, tenho trabalhado noite e dia e todos os finais de semana. Hoje passei o dia corrigindo as dissertações, que, por sinal. ficaram entre razoáveis e ótimas. 

Se vocês se dedicam, nós também nos dedicamos. Não é uma via de mão única. Estão dando e recebendo dedicação.

Bom trabalho. 


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Rosana Pontes
José Augusto aos 3 meses... biquinho lindooooooooooooo...