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terça-feira, abril 12, 2011

O paradoxo do Nosso Tempo - Valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado. Antes que seja tarde...


O paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais,
gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais,
ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados,
lemos pouco, assistimos TV demais
e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver.
Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua
e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma;
dominamos o átomo, mas não nosso preconceito;
escrevemos mais, mas aprendemos menos;
planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação,
produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande de caráter pequeno;
excesso de reuniões e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos,
vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você,
e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama,
pois elas não estarão por aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o)
e às pessoas que ama.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

O segredo da vida não é ter tudo que você quer,
mas amar tudo que você tem!!!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

George Carlin

Pense... REFLITA... Mude...


Amor... Carinho... Compaixão...


Cuidado... Inclusão... Cooperativismo... Coleguismo... Amizade... Cidadania...


Passe Adiante...

domingo, abril 03, 2011

Hamster

Hamster: "This lively pet hamster will keep you company throughout the day. Watch him run on his wheel, drink water, and eat the food you feed him by clicking your mouse. Click the center of the wheel to make him get back on it."

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Como nosso cérebro lê?

Como nosso cérebro lê?

Descubra como vemos as formas, percebemos os movimentos e distinguimos as cores neste artigo da neurocientista Simone Bittencourt

Por Simone Bittencourt*
Qual o mecanismo de interpretação utilizado por nossa mente para conseguir ler e compreender um texto?

“De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em
qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a
piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol
bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo”

Essa é a versão em português da frase contida numa tese de doutorado defendida na Universidade de Nottinghan na Inglaterra,  na qual o pesquisador sugere que o cérebro é flexível no processamento da leitura e, assim, não precisa da ordem das letras nas palavras para que haja compreensão do texto, só importando a ordem da primeira e última letra de cada palavra. Todavia, não parece ser totalmente verdade se o contexto não for familiar ou a maioria das palavras tiver 8 letras ou mais.

Abaixo está um texto que construí com base na mesma técnica de letras aleatórias dispostas no meio das palavras:
Snietlao que a ntsialarepuocdide é um fônnmeeo itaesstnerne e iuensátoivnqel, cumonteme euddsato no detmnarteapo de nsoglooifirieua, odne iamcsestntnenee pssuqoaiems fmoôneens ismpncieovírenes, mas de eraándxtrioiro iamctpo madniul.



Nossa!!! Deu tilt agora!!!
 A leitura não parece ser tão fácil agora. Isso porque as palavras são maiores, o que leva nosso cérebro   a gastar um  tempo maior tentando compreender qual a ordem correta das letras. Talvez uma  razão pela qual não escrevemos tão rapidamente quanto podemos pensar seja porque nossa mente escolhe a gramática correta para a comunicação, a gramática aprendida. É importante uma ordem de letras para que nosso cérebro consiga ler de forma mais rápida. Mas ainda não temos respostas para várias questões sobre o processo de linguagem, devido a sua complexidade.
A propósito, a frase acima grafada de maneira correta seria:
Saliento que a neuroplasticidade é um fenômeno interessante e inquestionável, comumente estudado no departamento de neurofisiologia, onde incessantemente pesquisamos fenômenos incompreensíveis, mas de extraordinário impacto mundial.

* Simone Bittencourt é doutora em neurofisiologia e pesquisadora do departamento de fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
 
Línguaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....

José Augusto aos 3 meses...

João Victor aos 5 meses...

Não tindi nada...

como o cérebro é complicaaaaaaado...
rsrsrs...

José Augusto aos 2 meses...
Retirado de http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/503/como-nosso-c-rebro-l-.html



quinta-feira, dezembro 09, 2010

Minha razão de viver... meu maior prazer é amar vocês...

João Victor 2008
 
José Augusto 2010


          Nasceu um novo eu no dia que esse garoto nasceu... Ao lado do leito da minha irmã, os olhos pairando pasmados sobre aquele lençol azul e dalí surge uma bola vermelha, ainda coberto de sangue e vernix caseoso. Nasce a coisinha mais importante da minha vida e daquele momento em diante, a Priscila ganha  uma nova denominação... a de tia e nasceu o amor mais belo e profundo que eu já havia sentido na minha curta vida o amor incondicional de tia e sobrinho. E seu choro rompeu o silêncio que apenas a voz de sua mãe trouxe de volta e a chave de ouro foi sua frase pra ele: "Oi filho, mamãe te ama". Sua pequena mão atrelou-se à camisola dela na tentativa de prolongar mais um pouco aquele olhar e enquanto tentavam desgrudá-los olho no olho e silêncio, só os meus suspiros eram ouvidos e assim nasceu a Tia Pri e eu nasci pra viver esse momento, nasci pra ser tia. 

 
Tia Pri

domingo, novembro 28, 2010

Hora da Bronca... nem tudo são flores... rsrs... Um bom puxão de orelha faz um efeito drástico... rsrs...


José Augusto aos 19 dias... braaaaaaaavo... rsrs...
Caros e queridos alunos.

A título de esclarecimento:

Comecei a receber os projetos Brincar (3 até o momento) e nenhum deles, até agra, têm o nível que espero dessa classe. Se não estiverem dentro das orientações que solicitei, não atribuirei nota (vale de 0 a 10).

Tiverem duas aulas na minha disciplina e de outras professoras também. Não vou aceitar cópia e cola de internet, tampouco que um se mate e os demais não leiam. Estão na universidade e devem ler, escrever, produzir conhecimento e sentido a tudo que fazem.

A fundamentação é nos artigos da Kishimoto e Brugère que solicitei também os mapas textuais.

Espero que seja apenas um mal entendido e que os grupos refaçam de acordo e os demais me mandem de acordo. Seguem as orientações novamente.

Compreendo que estejam cansados. Mas, nós professores, também estamos. Eu, como vocês, tenho trabalhado noite e dia e todos os finais de semana. Hoje passei o dia corrigindo as dissertações, que, por sinal. ficaram entre razoáveis e ótimas. 

Se vocês se dedicam, nós também nos dedicamos. Não é uma via de mão única. Estão dando e recebendo dedicação.

Bom trabalho. 


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Rosana Pontes
José Augusto aos 3 meses... biquinho lindooooooooooooo...

domingo, novembro 21, 2010


Orientações para elaboração do Portfólio de Formação

O que é um portfólio?
O portfólio é uma coleção de trabalhos que um estudante realizou em um período de sua vida acadêmica. Pode ser comparado com os portfólios dos modelos, fotógrafos, artistas e outros profissionais, em que demonstram sucessos, habilidades e talento em seu campo, assim como seus interesses e personalidade. O estudante, com a assessoria do professor, vai juntando os trabalhos que evidenciem seus esforços, área fortes e fracas, talentos, habilidades, suas melhores ideias e seus êxitos na matéria.
Para os portfólios individuais, sugiro que adotem pastas catálogos.
O portfólio, como estratégia formativa, promove a criatividade, a autoavaliação, a autorreflexão. Estimula os estudantes a trabalhar em grupos para analisar, esclarecer, avaliar e explorar seu próprio processo de aprendizagem.
Como organizar o portfólio?
Um dos valores do uso do portfólio, na nossa disciplina, reside na necessidade de realizar um planejamento sistemático do processo de aprendizagem em sala de aula, de modo a ajudá-los a desenvolver a consciência sobre os processos de desenvolvimento de leitura e escrita vivenciados.
O que incluir em seus portfólios?
    •  Identificação.
    •  Uma página de abertura.
    •  Um índice.
    •  Separadores por datas das aulas, ou temática abordada.
    •  Epígrafes e textos significativos correlacionados aos temas estudados.
    •  Os textos das aulas.
    •  Seus resumos, produções textuais, com os comentários da professora.
    •  Jornais, cadernos, fotos, recortes de revistas etc.
    •  Usar o processo do “scrapbook”.
    •  Ideias sobre projetos, pesquisas.
    •  Relatos de experiências.
    •  Associar com um portfólio “on line” para registros de vídeos, fotos, músicas, obras de arte e outras expressões criativas.
    •  Além do indicado acima, sobre cada aula, elaborar registros reflexivos.
    • Ou seja, comentários, refletindo sobre o que foi importante para sua prática, o que foi novidade, o que despertou seu interesse e outros. Sempre estabelecendo relações com sua prática docente, teoria estudada, em busca do seu tema de pesquisa para o TCC.
Critérios de avaliação para o portfólio:
  •    Nota de 0 a 10.
  •    Organização.
  •    Cientificidade, ou seja, estudos teóricos desenvolvidos.
  •    Clareza de ideias na produção escrita.
  •    Construção e reconstrução da escrita.
  •    Envolvimento e compromisso com a aprendizagem.
Bibliografia:
QUINTANA, Hilda E. O portfólio com estratégia para a avaliação. In: BALLESTER, Margarita (et al.). Avaliação como apoio à aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2003.
ANASTASIOU, L.G.C.; ALVES, L.P (orgs.). Processos de ensinagem na universidade: pressupostos para as estratégias de trabalho em aula. Joinville: Univille, 2003.

João Victor 14 meses...


Desanima só de pensar na trabalheira que vai dar...


"Muitas das grandes realizações do mundo foram feitas por homens cansados e desanimados que continuaram trabalhando." Kléber Novartes

terça-feira, novembro 16, 2010

Agenda Cultural do dia 16/11.

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
CURSO: PEDAGOGIA- PARFOR
DISCIPLINA: INSTRUMENTAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA I
PROFA. ROSANA PONTES
GRUPO: 6
PERÍODO: VESPERTINO
LILIA, LUCÉLIA TEREZINHA, ELIZABETE, MARIA GEANE, PRISCILA                           
RIVALDA E SANDRA LÚCIA

AGENDA CULTURAL

Cidade de Santos:
De 3 à 30/11
Biblioteca Municipal Mário Faria
(Posto 6 - Orla da aparecida)
Exposição de quadros de Neusa Barbosa Pestana
Visitação: de segunda à sexta-feira, das 9 h às 19 horas, e sábado e                                                                     domingo, das 9 h às 13 horas. GRÁTIS
Dia 5/11-(6ª feira)
Projeto Leia Santos - Um incentivo à Leitura Nacional da Cultura
Local: Praça Mauá-
Atividades: Adote Um livro, Adote Um gibi,
Espaço de Leitura, Hora do Conto (com Fernando Rino) Painel Literário
“Dia da Cultura.” Horário das 10h às 16 horas

Programação Chorinho no Aquário
Todo sábado a partir das 19 horas
Ao lado do Aquário Municipal
(Praça Luiz La Scala)
Dia 6- Amigos da Música
Dia 13- Primas e Bordões
Dia20- Chorões Santistas
Dia27- Verônica Ferriani
Homenagem ao dia Nacional do Samba

Cidade de Itanhaém:
Cultura de Itanhaém realiza cadastro de Músicos do Município para a temporada.
Para fazer a inscrição, basta comparecer ao Departamento de Cultura, no Centro Tecnológico de Educação, Cultura e Esportes, situado na Av. Condessa de Vimieiros, 1131 no Centro, Te o dia 30/11 das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas
O representante deverá estar munido de Registro Geral (RG), um release da banda e um demo com o trabalho do grupo.

Cidade de Bertioga: Oficinas
Prefeitura de Bertioga promove Oficinas de Cinema e Educação para educadores do Município.
A Secretária Municipal de Educação e Desenvolvimento Cultura oferece Oficina de Cinema e Educação aos educadores, visando inovar as aulas e potencializar o aprendizado dos alunos. Atualmente, com a tecnologia cada vez mais presente no dia-dia de uma sociedade torna-se indispensável à utilização de recursos midiáticos e tecnológico diversificados e contemporâneo dentro das instituições de ensino, tornando as aulas mais atrativas, inovadoras e efetivas.

Cidade de Mongaguá: Teatro Ronaldo Ciambroni tem “Curto Circuito”
 Dia 14/11/10 (domingo) às 21 horas
Teatro: Ronaldo Ciambroni, que fica no Centro Cultural Raul Cortez - Avenida São Paulo, 3465- Vera Cruz- telefone (013) 35075477
Censura: 14 anos
Gênero Comédia
Ingresso: R$ 30,00-R$ 15,00 meio entrada para estudantes,
Bônus promocionais, funcionários da Prefeitura e maiores de 60 anos devidamente credenciados.

Meu coelhinho lindo... aos 11 meses...





segunda-feira, novembro 15, 2010

Orientações para Elaboração de mapa Textual: Tessitura de Idéias e Estrutura. Aula do dia 15/11.

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS
PEDAGOGIA PARFOR
INSTRUMENTAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA I
Profª Ms. Rosana Pontes


ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE MAPA TEXTUAL
TEXTOS DISSERTATIVOS SEGUEM O MODELO ABAIXO

TEXTO = TESSITURA DE IDEIAS (COERÊNCIA) E ESTRUTURA (COESÃO)


Introdução: Problemática/Objetivos do texto

Fundamentação Teórica

 Exemplos com situações concretas



Solução/Avaliação/Proposta


Obs.: Você pode fazer um mapa com conceitos-chave, como o primeiro que fizemos sobre Bezerra (2010), com esquemas e trechos como os que estou enviando ou inventar uma forma própria. Não há forma errada. O importante é, a partir do mapa, poder explicar o texto, se não conseguir é porque o mapa precisa ser melhorado.

Mapa Textual Kishimoto - A Brincadeira e a Cultura Infantil. Aula do dia 15/11.

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS
PEDAGOGIA PARFOR
INSTRUMENTAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA I
Profª Ms. Rosana Pontes


KISHIMOTO,Tizuko Morchida. A Brincadeira e a cultura infantil. Revista da Faculdade de Educação. Faculdade de Educação/USP, 2007.

“...enriquecimento do cotidiano infantil com a inserção de contos,
lendas, brinquedos e brincadeiras.”

Teoria sociointeracionista de Vygotski: brincadeiras para a criação de situações imaginárias e reorganização de experiências vividas; e a cultura forma a inteligência.
A autora defende que contos, lendas e brincadeiras serão o banco de dados do conhecimento e sua socialização.


Falta de qualidade das instituições infantis


Cultura escolarizada                           Falta de materiais típicos que                O imaginário infantil não reflete
 prioriza escrita e números                refletem o mundo cultural e natural                     a riqueza folclórica
 
Pesquisas apontam que os materiais privilegiados pela educação infantil são os gráficos (letras e números) e os educativos (jogos pedagógicos para alfabetização, números, etc.).
Trabalhos de centros de pesquisa e estudos que se destacam: Laboratório de brinquedos e Materiais Pedagógicos da USP; Fundação Carlos Chagas e Universidades que oferecem formação para professores que aproximam a cultura da escola da inclusão de brincadeiras infantis.




Medidas públicas para socializar experiências restritas, mencionadas acima, para oferecer às crianças brasileiras o direito não só à educação infantil como o de experimentar o prazer de aprender a fazer por meio de brincadeiras.


quinta-feira, novembro 11, 2010

A BRINCADEIRA E A CULTURA INFANTIL por Tizuko Morchida Kishimoto - Aula de 15/11.

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS
PEDAGOGIA PARFOR
INSTRUMENTAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA I
Profª Ms. Rosana Pontes


A BRINCADEIRA E A CULTURA INFANTIL
Tizuko Morchida Kishimoto


Se desejamos formar seres criativos, críticos e aptos para tomar decisões, um dos requisitos é o enriquecimento do cotidiano infantil com a inserção de contos, lendas, brinquedos e brincadeiras.
Vygotski (1988) indica a relevância de brinquedos e brincadeiras como indispensáveis para a criação da situação imaginária. Revela que o imaginár io só se desenvolve quando se dispõe de experiências que se reorganizam. A riqueza dos contos, lendas e o acervo de brincadeiras constituirão o banco de dados de imagens culturais utilizados nas situações interativas. Dispor de tais imagens é fundamental para instrumentalizar a criança para a construção do conhecimento e sua socialização. Ao brincar a criança movimenta-se em busca de parceria e na exploração de objetos; comunica-se com seus pares; expressa-se através de múltiplas linguagens; descobre regras e toma decisões.
A falta de qualidade das instituições infantis redunda na seleção inadequada de aspectos da cultura relacionados com o saber instituído da escola elementar: a escrita e os números, excluindo elementos caracterizadores da cultura do país como o carnaval, rituais do Bumba meu boi, festa de coroação dos reis, capoeira, futebol, as lendas, contos e a multiplicidade de brincadeiras oferecidas pelo folclore infantil. Nota-se, também, a falta de materiais típicos da fauna e flora brasileiras, como folhas, galhos, pedras, conchas, frutos, flores, penas. A produção de objetos não reflete a riqueza do mundo cultural e natural. Mesmo o uso da sucata industrial fica empobrecido com a falta de tratamento que ofereça identidade cultural a tais objetos. O imaginário infantil não reflete a riqueza folclórica, com suas lendas da vitória-régia, jibóia, boto cor-de-rosa, que habitam regiões da Amazônia e Mato Grosso. Acumulados por povos indígenas, negros e brancos, traços que marcam a pluralidade cultural brasileira, as lendas e contos presentes no imaginário das crianças dos tempos passados, foram excluídos dos conteúdos escolares ocasionando a separação entre a escola e a cultura (Kishimoto, 1993a). A riqueza das lendas e contos retratadas por pintores como Portinari, manifestam-se nas brincadeiras tradicionais como a mula-sem-cabeça representando o pegador nas noites escuras de Brodoski, romancistas como Rego (1969), que em Menino de Engenho, contam suas lembranças dos tempos do engenho de açúcar, em que se brincava de capabode, a brincadeira de faz-de-conta em que só brancos construíam engenhos de açúcar assumindo o papel de proprietário, em que se simulava o “Antônio Silvino”, o cangaceiro do nordeste, empunhando armas e organizando batalhões (Kishimoto, 1993a). As imagens sociais dos tempos passados perdem-se, guardados em gavetas que não foram mais abertas em virtude do novo modo de vida dos tempos atuais que impede a transmissão oral dentro de espaços públicos. Cabe à escola a tarefa de tornar disponíveis o acervo cultural dos contos, lendas, brincadeiras tradicionais que dão conteúdo à expressão imaginativa da criança, abrir o espaço para que a escola receba outros elementos da cultura que não a escolarizada para que beneficie e enriqueça o repertório imaginativo da criança. Concretizar pressupostos de Vygotski (1988, 1987, 1982), de que a cultura forma a inteligência e que a brincadeira de papéis, favorece a criação de situações
imaginár ias e reorganiza experiências vividas é, também, o caminho apontado por Bruner (1996), que abre as portas da escola para a entrada da cultura e condiciona o saber a um fazer. Aprendizado esse que começa com brincadeiras em que se aprende a criar significações, a comunicar-se com outros, a tomar decisões, decodificar regras, expressar a linguagem e socializar.
Pesquisas efetuadas em creches e pré-escolas demonstram que os materiais privilegiados pelas instituições infantis continuam sendo os gráficos e os educativos. (Kishimoto, 1996c, 1996b, Canholato, 1990, Pinnaza, 1989), referendando mais uma vez valores relacionados às atividades didáticas, predominando o modelo escolar, marginalizando a expressão, criatividade e iniciativa da criança. A cultura brasileira, na sua forma pluricultural, rica em folclore, não habita os domínios escolares. É essa seletividade a que se refere Forkin (1996), ao apontar como a educação relaciona-se com aspectos da cultura. A inversão desse modelo pode efetuar-se por um processo político de introdução dos elementos folclóricos no contexto da educação, à semelhança do Japão, que nos anos 70, ao perceber o desaparecimento das brincadeiras tradicionais, fruto da intensa industrialização e urbanização do país, introduz medidas políticas visando recuperá-las, a partir da inserção de brinquedos e brincadeiras nos currículos infantis. (Kishimoto, 1995c, 1996a).
Diante de tal situação destacam-se os trabalhos de centros de pesquisa e de estudos: o Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, desde 1993, dispõe de um banco de dados sobre brincadeiras tradicionais brasileiras para subsidiar profissionais no trabalho pedagógico, (Kishimoto, 1993b); a Fundação Carlos Chaga, de
São Paulo, realiza e divulga pesquisas sobre creches e Universidades como a de Ribeirão Preto, Santa Maria, Curitiba, entre outras, dispõem de projetos de capacitação de profissionais de creches e pré-escolas aproximando a cultura da escola com a inclusão das brincadeiras infantis. Apesar de marginalizadas, a educação infantil dispõe de centros que batalham pela expansão da educação infantil e melhoria da qualidade de formação de profissionais. Entretanto, dado as dimensões continentais do país, somente medidas políticas poderão socializar experiências restritas a centros de excelência oferecendo às crianças brasileiras o direito não só de acesso à educação infantil como o de experimentar o prazer de aprender a fazer por meio de brincadeiras.

BIBLIOGRAFIA
Bruner, Jerome. L’éducation, entrée dans la culture. Les problèmes de
l’école à lá lumière de la psychologie culturelle. Trad. Yves Bonin. Paris: Retz, 1996.
Canholato, Maria Conceição et al. Diagnóstico da pré - escola no Estado de São Paulo – 1988. São Paulo: Fundação para o desenvolvimento da Educação, 1990.
Forquin, Jean-Claude. École et culture. Le point de vue des sociologues britanniques. 2ª. Ed., Belgium: De Boeck & Lacier. 1996.
Kishimoto, Tizuko Morchida. Jogos Tradicionais Infantis. São Paulo: Vozes, 1993a.
---------------------------------- Brincadeiras Tradicionais do Brasil. v. I a
VIII. São Paulo, FAPESP/LABRIMP, 1993b.
--------------------------------- O jogo, a criança e a educação. São Paulo:
Pioneira. 1994a.
--------------------------------- Ludoteca in Brasile. Infanzia, Bologna, Itália,
n. 1, p. 51-52, set. 1994b.
---------------------------------Brinquedoteca Espaço do brincar estimula a
criatividade e a socialização. AMAE Educando, n. 250, p. 13-15, abril, 1995b.
--------------------------------A educação infantil no Japão. CADERNO
CEDES. 37: 23-44. Grandes Políticas para os pequenos. Campinas, Papirus,
1995c.
--------------------------------Jeux et jouets dans l’education des enfants au
Japon – un curriculum pour les annés 90 – comunication presenté a
l’Université Paris- Nord – cours DESS – 14 de novembro de 1996a.
---------------------------------------------- Escolarização e socialização
(brincadeira) na educação infantil. Miniconferência apresentada no IV
Simpósio Latino-Americano de Atenção à criança de 0 a 6 anos e II Simpósio
Nacional de Educação Infantil. Brasilia, Ministério de Educação, Cultura e
Desporto. 28 de novembro de 1996b.
-------------------------------Brincadeiras de faz-de-conta e a formação
profissionais. Relatór io enviado à Fundação de Amparo à Pesquisa de São
Paulo. São Paulo, 1996c.
Rêgo, José Lins do. Menino do Engenho. Introdução de Castele, José
Aderaldo: nota de Ribeiro, João. 14a. ed., Rio de janeiro: Livraria José
Olympio Editora, 1969.
Vygotski, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2.
Ed., 1988.
____________ História del desarrollo de las funciones psíquicas
superiores. Ciudad de la Habana:Editorial Científ ico Técnica, 1987.
____________ La imaginación y el arte en la infancia.
Madrid:Akal,1982.
Currículo
Professora Titular da Faculdade de Educação da USP.
Docente da Pós-Graduação e Especialização em Educação Pré-escolar.
Coordenadora do Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos.
Livros publicados: A história da pré-escola em São Paulo, Loyola, 1988;
Jogos tradicionais infantis, Vozes, 1993; O jogo e a educação infantil,
Pioneira, 1994; Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação, Cortez, 1996.